16 DEZ a 21 FEV | Ocupação

OCUPAÇÃO é uma Ação artística que se realizará no espaço AT|AL|609 com a participação de 21 artistas e curadoria de Cecilia Stelini.

Cada um dos artistas apropriou-se de uma das partes da casa (incluídos a árvore e a calçada em frente)  para construir os trabalhos em sua maioria elaborados dentro do conceito de site-specific e apresentados em diversas linguagens tais como: instalação, performance, video-instalação, apropriação e intervenção.

Adriana da Conceição
“Vão de acesso”, video instalação. Imagens e desenho estabelecem uma dialética arquitetônica entre o espaço utilizado para a construção do trabalho e cenas urbanas.


Magnes
da Série “Paisagem Interior”, o diálogo se estabelece entre o vazio sugerido pelos vidros de um vitrô, e as cores que os preenchem construindo pela incidencia de luz seu par virtual refletido no chão.


Maicon Medeiros

apresenta uma instalação intitulada “Monólitos” que são:
1-pedras de grandes dimensões;
2- feita com uma só pedra.
Este projeto é composto pela fusão de registros fotográficos de ações feitas no espaço, seja ela natureza ou cidade, utilizando materiais escultóricos tais como grandes chapas de acrílicos ora retorcidos ora eretos, remetendo a forma geométrica do monólito, suspensos e tracionados por cabos de aço.

Augusto Meneghin
“Ratoeira”, performance interativa e instalação que ocupará uma das vitrines do espaço.

ratoeira

ra.to.ei.ra

sf (ratão+eira) 1 Armadilha para apanhar ratos e outros animais. 2 Ardil, cilada. 3 gír Casa onde se juntam ladrões. 4 gír Prisão policial. Cair na ratoeira: deixar-se apanhar ou lograr. Meter-se na ratoeira: cair voluntariamente numa emboscada ou num logro.

Nesta instalação a isca da ratoeira é um pequeno tecido bordado em que está escrito EU. São cinco ratoeiras armadas na parede.

 

Norma Vieira
“Poema Gravado”, projeto baseado na obra do poeta Baptista Cepellos. Esta primeira etapa que participarei na Ocupação consiste em : pedir a um dos presentes à exposição que leia uma estrofe de um dos poemas do autor. O participante terá sua voz gravada e sua imagem registrada durante a leitura.
Esse material será processado posteriormente para a etapa dois do projeto. A gravação do som é enviada para o computador onde é gerado um gráfico. A impressão do gráfico é copiada para uma placa de gravura e então feito o processo de gravura em metal. O resultado final é uma gravura com o desenho da voz do participante.

 

Rosana Torralba
“Lembretes” , instalação composta por painel de madeira, papéis impressos – cópias de páginas de agendas colecionadas durante 24 anos- presos por pregos. Trabalho que remete à um grande painel de recados e evoca recortes de memorias.

 

Alma
“O P.R.E.T.O (O Passado.Refúgio.Essencial.  Trabalhando.Onírico)
O trabalho busca integrar o desenho ao espaço dirigindo a atenção do espectador para  elementos e hábitos cotidianos que às vezes passam desapercebidos.
Partindo da seleção de um local abandonado na cidade a ação se dá pela intervenção com desenhos nas paredes/muros e recolhimento dos resíduos/ objetos encontrados,ali deixados, deslocando-os para um espaço expositivo interno promovendo uma inter relação entre o interior e exterior.
Os resíduos/objetos se apresentam embalados em sacos de plástico preto, listados e catalogados segundo o lugar onde foram encontrados e data compondo uma instalação construída em um espaço expositivo. Fazem parte também da instalação 2 fotos e um vídeo elaborados a partir do processo de construção da obra.

 

Alcione Bellon
“Vestígios Corporais”, intervenção construida por desenhos do corpo feminino e colagens feitas em duas portas e batentes invadindo em alguns momentos as paredes laterais.

 

Ana Roland
“Livro Intrínseco”,instalação composta por cadeira de madeira,cabides também de madeira e tecido vermelho. É um trabalho de pesquisa de memórias, especificamente sobre o universo feminino. O tecido vermelho, resultante de uma ação performática, onde me despia das memórias, aqui representa o universo uterino.

Por estar entre a passagem de um ambiente a outro, tomando parte do teto e do chão, leva o espectador ao interior do espaço sagrado-uterino, induzindo-o a experimentações de caráter tátil e olfativo; onde a representação do tempo e espaço, exige dele resíduos memoriais, que atadas à obra, entremeiam meu percurso pessoal.

 

Ba
“Evocatio”- video instalação construída na arvore situada em frente ao espaço. As imagens da rua e passantes serão captadas por câmeras e projetadas em mini telas em tempo real.

 

Lea Moraes
 “Pequeno Discurso Amoroso”, instalação e performance.
Compreende uma intervenção no espaço que resultará em uma instalação e uma ação que se realizará no dia da abertura do evento.

 

Dynoráh Inayê
“Estupro”, objeto escultórico.
Cabeça fundida em cera de abelha utilizando como modelo para a confecção o próprio corpo da artista.
O Objeto deverá ser exposto no chão, em um canto com um dispositivo que conterá uma carta de amor e deverá ficar aberto.

 

Natalia Ivanov
“Sete”, intervenção que ocupará um corredor externo do espaço.

 

Robson Trento
“Pequeno Universo”, intervenção composta por uma figura feminina em tamanho natural, de costas e apoiada em frente à pia da cozinha. Discute a virtualidade do corpo e a efemeridade dos trabalhos considerados caseiros, originalmente executados por mulheres e para os quais não se dá importancia.

 

Gilio Mialichi
“Canteiro Caiado”- performance e intervenção que será realizada na abertura do evento, na calçada em frente ao espaço expositivo.
Aborda o atual interesse do artista pela performance dentro do seu mote criativo, o universo materno. O trabalho encontra-se reordenado e ganha o espaço urbano da cidade de Campinas-SP afirmando essa poética com o resgate da figura feminina jovem da memória do artista.
O projeto apresentado teve origem em uma vivência artística que abordou o experimento da performance como linguagem. Cal e uma fotografia são os elementos manipulados que constroem a ação incorporada à paisagem da cidade.

 

Mateus Fantelli
“Rex Verminus”, intervenção sonora que se dá por objeto em madeira esculpida e som colocados na parte superior da porta do quarto.

 

Fernada Moselli
“Entre a Candura e a Púrpura”, performance e resíduo instalativo composta por uma ação que pretende discutir as idéias de vida e morte e que se realizará no dia da abertura do evento, 15 de dezembro, sábado.

 

Patricia Rebello
” Janela para o mundo”, intervenção. Para este projeto foram construídos desenhos em programa de computação especificamente para o espaço expositivo. As imagens, impressas em adesivo branco fosco, possuem uma aparência orgânica e se assemelham hora à vegetais do fundo do mar(algas) hora plantas que se expandem e tomam rápidamente o espaço transformando o ambiente ao seu redor. Serão dispostas nas paredes, teto e vitrine.

 

Alzira Ballestero
“Dos penduricalhos de Cecilia Stelini por Alzira Ballestero”, ocupação que se expande da porta para a parede em frente à mesma, composta por desenhos em papel vegetal e também construidos diretamente na parede e nos vidros da porta.
Um olhar leve, delicado, transparente se apropria das coleções de Cecilia e as transporta para os vidros e paredes.

 

Matheus Alecci
“Valerie”, Instalação.
A partir de uma passagem do quadrinho “V de Vingança” o trabalho “Valerie” propõe a reconstrução de uma cena.
O ambiente construído simula a perspectiva de uma cadeia e apresenta  passagens de uma carta que a personagem teria escrito em papel higiênico, além de cópias da mesma que o público poderá levar. As rosas, citadas na carta, também farão parte desta instalação.

 

Heloisa Barbi
“Maya”, intervenção construída por fios de linha que se entrelaçam como teias pelo jardim em bancos e plantas alí existentes.

 

OCUPAÇÃO

Abertura – 15 de dezembro às 19:30hs
Exposição – de 16 de dezembro à 21 de fevereiro de 2013
AT|AL|609 – lugar de investigações artísticas
Rua Antonio Lapa, 609, bairro Cambuí, Campinas
Tel: (19) 3201.2009